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Inércia

por S, em 29.06.08

Com quantos dedos se contam

as promessas fechadas nas tuas mãos?

Com quantos segredos escondes tu

as palavras que encerras em tantos nãos?

 

Sabes quem és e ao que vais

ou segues apenas a linha no chão?

És mesmo tu tudo o que dás

ou tudo o que dás és tu em vão?

 

Se são apenas os dias que passam por ti,

não és tu a passar por eles.

 

Se me disseres que os sentes,

ainda que saiba que não mentes,

dir-te-ei que assim como o que vês ao longe nas flores

sem que as proves e lhes sintas os sabores,

porque o medo te ceifa os passos,

é pouco. Muito pouco. É quase nada.

 

E que quando só as observas apenas confundes

a beleza que elas têm e o encanto dos seus perfumes.

E que quando só imaginas num abraço, o calor

nunca poderás sentir ou saber

quantos dedos ele tinha de amor.

 

O amor que dos teus olhos e das tuas mãos

cheias de promessas fechadas, verte

apenas sai do teu colo e não volta a ti

para dar vida ao teu corpo inerte.

 

 

 

 

 

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publicado às 18:56

Uma noite

por S, em 22.06.08

Uma noite, o cansaço

ergueu a espada, matou a calma

e venceu

os guardiães da alma

 

O corpo, sem alento, cedeu

e sem resistir, desistiu

fechou os olhos

e perdeu

 

 

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publicado às 00:31

Dita

por S, em 11.06.08

E ela vem

às vezes, mansamente

outras, apressada e sem qualquer delicadeza

sempre astuta

e tão consequente

apagar o que resta da minha já pouca certeza

 

Mas vem em vão

de todas as vezes que regressa

porque apenas deixo que encontre a crueza

das memórias de vitrais estalados a meus pés

que lhe rasgam as asas e nos quais tropeça

fazendo-a derramar toda e qualquer pureza

 

Enquanto insiste

ainda a vou reconhendo

sempre que vejo, ao longe, os seus traços

 

Mas assim que se aproxima, de esperança em riste

a nitidez esmorece e depressa vai morrendo

até chegar, já morta, aos meus braços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:21

Maria - 8 anos

por S, em 11.06.08

 

Todos os dias espero por ti

na estação, amor.

 

 

Os teus olhos são ``Safiras´´

que enchem a manhã de luz ...

 

 

Sempre que vens há uma passagem

na água, e lembro-me de ti...

                             Adoro-te  mãe...

                

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publicado às 19:03


Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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