Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Pedaços

por S, em 27.12.12

Alto, no céu brilhante que as tuas mãos desenharam

que as tuas mãos desdenharam

vive um pedaço de mim, tão inteiro

vivem as minhas ilusões encerradas, a visão de uma côr

pedaço de nada que foi pedaço de amor

cadente, rejeitado

o amor que nunca foi tudo, que não foi sequer o primeiro

 

Na imensidão desse céu, como na dos dias que faço

onde não existe a entrega, nem o calor de um abraço

mora a pena maior que carrego, o meu único fracasso

Mas nessa infinitude de céu, ela é apenas um pedaço

 

Porque o amor que é o primeiro

o mais puro e verdadeiro

nasceu de mim, no meu regaço

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:50

Pétalas

por S, em 27.12.12

No cume inatingível do esquecimento

nasce a bruma da solidão, do tempo perdido

da sombra e da dôr, do sofrimento

da loucura e da fonte, do sonho esquecido

 

Entrego-me à névoa, de rosto impassível

o uivo da noite bramindo, na tormenta de tudo o que não me resta

o ar que não respiro, a verdade de um eu impossível

o sentido atirado em queda livre, no negro da densa floresta

 

E corro, parada

fujo de mim, no outro lado do espelho, desapareço

e paro, abandonada

sem saber qual das minhas formas já não reconheço

 

 

 

Uma a uma, em camara lenta

caem as pétalas que um dia me rodearam

os meus olhos fechados, a minha pele sedenta

à espera de um sinal, dos dias que nunca voltaram

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:31

Gelo

por S, em 25.12.12

Distante de tudo o que a simples visão de ti me traz

só vejo avalanches, o frio e a tempestade

a sombra apenas do que sou, o grão, a letra

o nada perdido lá fora, entre o medo e a espada

o peso, o grito, a imensidão de uma profunda saudade

 

E a raiva...

 

No escuro da incompreensão, do desamor, do tiro

que ecoa dentro de mim, outrora fonte da tua vida

a lâmina da violência que lentamente me trespassa

e arrasta com ela cada gota do sangue que já fugiu

por entre os dedos de cada esperança perdida 

 

E o desespero...

 

Pelo vazio dos meus braços por preencher

na noite sem lua e sem céu que no meu colo adormece

num sono inquieto, sempre sem sonhos, sem horizonte

sem o calor do teu sorriso, do sorriso que eu te dou e é o meu

pela promessa de uma vida em mim que não acontece

 

Estremeço e já não é a força que me abandona.

Sou eu que a deixo partir, sempre que sei que já não espero.

Fecho a porta sem olhar outra vez, sem hesitar

e deixo o gelo entrar para se aquecer na minha alma.

Não é a ti, meu amor. Não é a ti. É só o amor, que já não quero.

 

(Ms)

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:31


Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Dezembro 2012

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D