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A.L.I. (desconstrução de um poema)

por S, em 30.07.15

 

Viajas em mim, tão além do meu fundo

 

És o meu homem, o meu tudo

Eu sou mulher nas tuas mãos

 

Tens-me prisioneira da vontade, do desejo

De me fundir em ti com toda a urgência e toda a lentidão que há no mundo

 

Alimento-me do teu toque, respiro a tua voz

A tua ausência fere-me os braços

Já nem ouso reclamar a posse desta alma que é tão tua

Quero beber a tua dor, sorver a solidão do teu peito

Quero afogar-me nas ondas que o teu sorriso faz nascer no meu corpo

Inebriar-me de ti, trazer em cada poro o teu jeito

 

Sucumbir no absoluto da chama que a tua voz acende em mim quando me chama, quando me ama.

 

 

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publicado às 11:10

Colossal

por S, em 26.07.15

Que amor é este que eu sei e sinto que te tenho?

Brutalidade de lentidão tão impiedosa

Agitador que ergue uma chama gloriosa

E eu sem saber para onde vou ou de onde venho

 

Estás em mim gravado a ferro e fogo

Guardado no espaço maior que é o meu

Todo o meu corpo se tornou um corpo novo

O meu corpo inteiro é agora todo o teu

 

A violência serena do teu olhar quando penetra

A alma que é a tua e está em mim

Tempestade em fúria, incandescência feita seta

Trespassa-me, inundando-me do princípio ao fim

 

Todo o meu ser contido na tua voz

Na profundidade de onde vem, que me consome

Se me tocas, tatuas-me à força de nós 

Eu já só existo quando dizes o meu nome

 

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publicado às 15:41

Alma

por S, em 23.07.15

O navio do meu ser aportou em ti

Tornou-se pó, no impacto violento

Cada átomo enlouquecido pelo tormento

De toda a anterior vida que vivi

 

És a noite da madrugada em que nasci

A âncora que amarinha por mim adentro

Bússola das minhas velas, barlavento

És o fim do Mundo em que me perdi

 

É só teu, o infinito do que sou

És só tu, o dono da minha razão

Que já nem a imensidão do mar acalma

 

Eu sou a que por ti sempre esperou

A que não pode dar-te apenas o coração

Porque és já dono de toda a minha Alma

 

 

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publicado às 12:11

Firmamento

por S, em 08.07.15

Uma mão pródiga pousada no meu braço

Um olhar profundo, que não largo, que me deu

A mão em mim, sobre e sob a minha pele

Uma mão apenas, a reclamar tudo o que é seu

 

Explosão de estrelas, dentro dos meus olhos

Ondas gigantes inundam cada poro sedento

Águias e leões majestosos, todos ele

E toda a minha alma contida num momento

 

 

Hei-de amar-te, amor da minha vida

Hei-de sempre saber-te de cor

Hei-de ser quem tu és, até à morte

Hás-de sempre ser o meu Amor Maior

 

 

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publicado às 21:04


Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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