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(M.) Pureza

por S, em 28.06.07

Caída de uma nuvem de algodão

num colo sedento de candura

veio uma gota

e outra

e outra ainda

desenhar amor com traços de ternura

 

Tão breve esse momento

de tão eterno se querer

tão puro

tão doce

e tão leve

num colo que o não quis beber

 

Há-de ser num dia frio

que nesse colo sedento de candura

irá cair uma gota

e outra

e outra ainda

carregando o desperdício da amargura

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:50


2 comentários

De Carmen a 29.06.2007 às 11:12

Olá Sofia,

Acabei agorinha de chegar do blogsevê mas não deixei rasto da minha passagem...
Tive a impressão ao ler os comentários que as pessoas em geral têm um certo medo de descobrir o que vai dentro do "Cá dentro"... como se estivessem demasiado habituadas a só ver o exterior de cada coisa, de cada pessoa...
Diz-me Sofia, será que somos (eu e tu) assim tão extraterrestres ao sentir esta necessidade desmedida de saber, de conhecer o "TUDO" pelo seu conteudo e não pela sua "carcaça"... por mais bela que esta seja!!!!!??!!!!!!

A tua poesia toca-me sinceramente, estou a gostar imenso de te ver por dentro... continua por favor a desenhar amor com traços de ternura...

Afinal até somos um pouco parecidas na diferença!!!!!!!

Beijos em forma de gotas que irão poisar onde tu quiseres
Carmen

De S a 29.06.2007 às 12:48

Querida Carmen,

Não sei se existe medo de descobrir o que existe no meu "cá dentro". E a razão principal é uma só:
Apenas duas pessoas sabem da existência deste blog. Tu és uma delas.
Talvez por timidez, talvez por medo, sim. Mas medo meu, em expôr-me demasiado. Nada aqui é disfarçado. Aqui não posso dizer uma piada no meio ou no fim, para atenuar a força do que sinto. Aqui, sou apenas eu por dentro. Crua, para não dizer nua.

Mas nada do que disse invalida o facto de pensar que a resposta à tua pergunta é afirmativa. Não somos extraterrestres, pelo contrário. Somos filhas da Terra e somos especiais. Ninguém sente mais o mundo do que as pessoas como nós. O lado bom e o lado mau. Ninguém pertence mais à Terra do que quem a sente vibrar e vibra com ela.

Senti gotas no meu coração. :)

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Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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