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Nascente

por S, em 01.07.07

Toda esta água que corre

no rio que nasce em mim 

transborda em cada margem

 

sem correntes, sem destino

faz de tudo apenas e só

memórias de uma breve passagem

 

Já não há  no começo deste rio

nascente que suavemente me inunde

que faça no meu peito um lago

 

sem margens, sem fundo

de água que permanece e pede apenas

que eu a beba de um só trago

 

Nasce outra vez e torna-me rio

faz-me correr em ti com a força do destino

deixa-me entrar no teu peito e desaguar

 

com a alma, com vontade

porque és tu a única fonte que mata

esta imensa sede de amar

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publicado às 19:00



Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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