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por S, em 14.07.07

Ainda tão impregnada de ti

vôo ao sabor do vento

pássaro de asas cortadas

peito de esperanças caladas

que só respira em pensamento

 

Prelúdios de gestos pequenos

que abrem a ferro e fogo portões 

a minha alma que exala venenos

"Vós que, de olhos suaves e serenos"

emerge triste em sonetos de Camões

 

Leva-me de volta ao teu abrigo

onde o amor que fizemos é já pó

porque arrancar-te de mim é castigo

e de tanto te querer não consigo

senão sentir-me ainda mais só

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publicado às 20:10



Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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