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The deepest secret nobody knows

por S, em 10.01.16

“I carry your heart with me (I carry it in my heart)

 

I am never without it (anywhere I go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)

I fear no fate (for you are my fate, my sweet)

I want no world (for beautiful you are my world, my true)

and it's you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows (here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)

and this is the wonder that's keeping the stars apart

 


I carry your heart (I carry it in my heart)”

 

E. E. Cummings

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publicado às 14:56

Tempestas

por S, em 24.12.15

Junco frágil preso a fundo sereno

Quod me nutrit me destruit  

Quod non potest diabolus mulier evincit

E estendo asas num vôo terreno

 

Ah, furiosos ventos atirados do céu

Abyssus abyssum invocat

Aequalis aequalem delectat

A cada golpe vosso um escudo meu

 

Junco que só de amar és capaz

Fiat justitia et ruat caelum

Quod erat demonstrandum

Cederás sempre; Jamais partirás

 

 

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publicado às 14:12

Contigo

por S, em 18.12.15

Aprendi contigo que o azul do fogo não queima,

que o amor dói no escuro da chama,

que toda uma vida é sempre pouca, quando a razão se incendeia.

....

E que o ar não é nada, comparado com a cinza dos teus olhos.

 

Aprendi contigo que os laços não prendem

e que é vã a magia que me fez feiticeira.

Que a noite não arde sem as tuas mãos

e que, sem elas, o calor não chega ao musgo das árvores velhas.

 

Aprendi contigo a fome e a sede, o absoluto e o nada que consomem.

E o fim, sereno, que vem lentamente mostrar-nos o pó que já nos contorna.

 

Aprendi a morte contigo.

E agora, sei-a de cor.

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publicado às 21:10

Eu

por S, em 18.12.15

Gemido baixo e grave estendido

em torno da angústia mais intensa

Murmúrio que não é ouvido

escondido numa palavra imensa

 

Sou a tarde quente de Verão

relâmpago impiedoso que queima

Sou o silêncio do livro, a solidão

onda que retrocede e que teima

 

Sou do Céu o pedaço mais belo

O meu nome é Nuvem de Mar

Sou feita de lágrimas, amo a chorar

Porque toda eu sou violoncelo

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publicado às 17:11

Guincho

por S, em 16.11.15

Morreu na espuma que uma onda trazia

deixada na orla da praia deserta

A areia chorava, o vento tremia

a noite embalava uma dôr de poeta

 

Vestida de túmulo, uma duna pedia

que a levasse a água de conchas coberta

Náufraga do amor, inerte e fria

de razão e sal afogados em parte incerta

 

E todas as noites desde a sepultura

numa saudade e arrependimento que ensurdecem

reclama-a o mar em vagas de brutal loucura

 

São dele a sua alma e o amor que nela existia

Só seus o amor e a alma, que jamais perecem

Sabe o mar que dentro dele, submersa, ela viveria

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publicado às 21:42

Tu

por S, em 20.10.15

Verte suavemente o meu nome da tua boca

Água pura a deslizar da fonte do teu ser

Soluço na pálpebra de um sorriso a crescer

Amor meu em busca de uma sanidade louca

 

Um assombro em espasmos enclausurado

Na implosão que o toque dos teus lábios invoca

Absoluto incontido nas asas de uma gaivota

Menino despido no meu regaço embalado

 

Vive em mim, faz-te infinitamente extenso no meu ventre

Respira-me e sente-me, inteira nas pontas dos meus dedos

Não crescerei fora de ti, não brincarei com os teus brinquedos

Quero ser apenas tu, dentro do teu nome para sempre.

 

 

 

 

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publicado às 14:47

A.L.I. (desconstrução de um poema)

por S, em 30.07.15

 

Viajas em mim, tão além do meu fundo

 

És o meu homem, o meu tudo

Eu sou mulher nas tuas mãos

 

Tens-me prisioneira da vontade, do desejo

De me fundir em ti com toda a urgência e toda a lentidão que há no mundo

 

Alimento-me do teu toque, respiro a tua voz

A tua ausência fere-me os braços

Já nem ouso reclamar a posse desta alma que é tão tua

Quero beber a tua dor, sorver a solidão do teu peito

Quero afogar-me nas ondas que o teu sorriso faz nascer no meu corpo

Inebriar-me de ti, trazer em cada poro o teu jeito

 

Sucumbir no absoluto da chama que a tua voz acende em mim quando me chama, quando me ama.

 

 

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publicado às 11:10

Colossal

por S, em 26.07.15

Que amor é este que eu sei e sinto que te tenho?

Brutalidade de lentidão tão impiedosa

Agitador que ergue uma chama gloriosa

E eu sem saber para onde vou ou de onde venho

 

Estás em mim gravado a ferro e fogo

Guardado no espaço maior que é o meu

Todo o meu corpo se tornou um corpo novo

O meu corpo inteiro é agora todo o teu

 

A violência serena do teu olhar quando penetra

A alma que é a tua e está em mim

Tempestade em fúria, incandescência feita seta

Trespassa-me, inundando-me do princípio ao fim

 

Todo o meu ser contido na tua voz

Na profundidade de onde vem, que me consome

Se me tocas, tatuas-me à força de nós 

Eu já só existo quando dizes o meu nome

 

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publicado às 15:41

Alma

por S, em 23.07.15

O navio do meu ser aportou em ti

Tornou-se pó, no impacto violento

Cada átomo enlouquecido pelo tormento

De toda a anterior vida que vivi

 

És a noite da madrugada em que nasci

A âncora que amarinha por mim adentro

Bússola das minhas velas, barlavento

És o fim do Mundo em que me perdi

 

É só teu, o infinito do que sou

És só tu, o dono da minha razão

Que já nem a imensidão do mar acalma

 

Eu sou a que por ti sempre esperou

A que não pode dar-te apenas o coração

Porque és já dono de toda a minha Alma

 

 

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publicado às 12:11

Firmamento

por S, em 08.07.15

Uma mão pródiga pousada no meu braço

Um olhar profundo, que não largo, que me deu

A mão em mim, sobre e sob a minha pele

Uma mão apenas, a reclamar tudo o que é seu

 

Explosão de estrelas, dentro dos meus olhos

Ondas gigantes inundam cada poro sedento

Águias e leões majestosos, todos ele

E toda a minha alma contida num momento

 

 

Hei-de amar-te, amor da minha vida

Hei-de sempre saber-te de cor

Hei-de ser quem tu és, até à morte

Hás-de sempre ser o meu Amor Maior

 

 

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publicado às 21:04


Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

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